Como se preparar para a prova da OAB – por @advocaciaestatal

Abrimos a Temporada para Parcerias com Advogadas e “Oabeiras” em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 08 de março, e convidamos a Dra. Renila Bragagnoli, criadora do Instagram @advocaciaestatal, para falarmos sobre um tema muito presente na vida dos estudantes e bacharéis em direito “Como você se preparou para a prova da OAB” – por Elas.

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Dra. Renila Bragagnoli

Eu (Paloma Brito) e a Fernanda Barros, nós a conhecemos pelo Instagram e desde o primeiro contato surgiu essa vontade de parceria mútua e percebemos que daria jogo, rsrs. E deu! Presentão pra gente e pra vocês que nos seguem.

Vamos ver essa entrevista exclusiva agora!?

Conta pra gente um pouquinho sobre você e sua atuação profissional:

Sou uma paraibana, de Campina Grande, vivendo em Brasília há quase 10 anos, com sotaque e com saudade, muito embora não tenha certeza se quero sair daqui! Sou advogada desde 2007. Em 2009 assumi como advogada da Codevasf – Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba, empresa pública vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional e, desde 2017, estou à frente da Unidade de Assuntos Administrativos da Assessoria Jurídica da Presidência da empresa, lidando praticamente só com Direito Administrativo, licitações, contratos e regime jurídico das empresas estatais.

Em que momento da sua vida decidiu cursar a faculdade de direito e o que influenciou a sua escolha? Em qual Instituição você cursou?

Se eu contar que nunca quis fazer Direito, vocês acreditam? Pois é verdade! Superada a fase de “querer ser pediatra por conta das bonecas”, meu ideal profissional era fazer Administração. E assim segui, até que a universidade federal onde tinha me inscrito para prestar vestibular para entrou em greve, então a prova foi adiada, para o desespero de todos.

Foi ai que tive a ideia de me inscrever no vestibular de Direito de uma faculdade particular, Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas – FACISA, porque isso ia me manter estudando até o dia que a greve da federal acabasse e eu pudesse fazer a prova para Administração.

Passei pra Direito e por insistência da minha mãe, me matriculei e fui cursar. Começou o amor e, logo depois, a greve acabou. Prestei o vestibular e passei pra Administração na Universidade Federal de Campina Grande, no meio do 1º período de Direito fui cursar Administração também. Consegui conciliar Direito noturno e Administração diurno por 4 períodos, mas o Direito me conquistou completamente, ao passo que Administração mostrou que não era bem o que eu estava imaginando para minha vida profissional. Abandonei o curso de Administração e, na semana seguinte, comecei a estagiar na Justiça Federal.

Como foi a sua vivência acadêmica, gostava de participar de eventos acadêmicos como palestras, congressos, semanas acadêmicas?

Sempre fui uma boa aluna, desde os tempos do colégio, não conheci a emoção de um “exame final”. Como sou filha de professores, educação sempre foi levada muito a sério lá em casa. Eu gostava bastante de participar de eventos durante a faculdade, embora houvesse poucos na minha cidade. Geralmente viajávamos pra outros estados para participar de congressos.

Durante o curso você estagiou em órgãos públicos e/ou em escritórios de advocacia? Conte um pouco o que aprendeu com essas experiências.

Nunca estagiei em escritório de advocacia, olha só! Desde o 4º período de Direito até o dia que colei grau, estagiei na 6ª Vara da Justiça Federal. Sou eternamente grata por tudo que aprendi lá, pelos amigos que fiz e pelas pessoas que conheci. Comecei “batendo carimbo” e fui até o “topo”, fazendo minutas de sentença. Confesso que foi aí que vi que não tinha vocação para a magistratura, preferia convencer a ser convencida! Rs rs

Toda bagagem que aprendi na Justiça Federal uso na minha vida profissional até hoje, principalmente porque foi lá que vi e aprendi o que é ser “servidor público”.

Em que momento decidiu que advogaria? Essa decisão te motivou a prestar o Exame de Ordem da OAB antes de terminar a faculdade ou cada coisa no seu tempo? E em qual área optou fazer a 2ª fase?

Quando eu me formei, em 2006, só podia fazer prova da OAB quem tivesse diploma e, como eu era da comissão de formatura, estava deixando a OAB “pro ano que vem”.

Só que alguns amigos da sala estavam muito animados com a advocacia e pleitearam junto à OAB para que nossa turma concluinte pudesse fazer, pelo menos, a prova da 1 fase. Conseguimos a liberação com a condição de que, os aprovados na 1 fase apresentassem a certidão de colação de grau como condição para realizar a 2 fase.

Já que surgiu a oportunidade, resolvi fazer a prova, mesmo sem preparação nenhuma e nem condição para isso: comissão de formatura e TCC! Até então eu não tinha certeza que queria advogar pois, na verdade, nem sabia o que era isso, minha vivência no estágio era toda de serviço público.

Como gostava muito de Direito Penal, escolhi prática penal pra 2 fase.

E comecei a advogar no mês seguinte, março/2007 de uma maneira “forçada”, assim como o empurrãozinho da minha mãe pra cursar Direito. Estava sem Defensor Público da União em Campina Grande e, como eu estagiei anos na Justiça Federal, fiz boas relações. Com isso, assim que souberam que eu já tinha carteirinha da OAB, começaram a me nomear defensora dativa. Mais um presente que ganhei da Justiça Federal: todos os anos de estágio serviram como preparação para minha prova da OAB que, confesso, só estudei com direcionamento, o Código de Ética. E, depois de aprovada, me incentivam a iniciar advocacia. A maioria dos processos eram criminais, mas também atuei em execuções fiscais e previdenciárias.

Com certeza você tinha metas e objetivos para alcançar e realizar, chegar aonde você chegou, em cargo público, atuando na área de direito administrativo era um deles?

O estudo para concurso começou quase 2 anos após o início da advocacia privada, não por desencanto pela profissão, afinal, eu já tinha me apaixonado pelo Direito e, agora, pela advocacia. Mas meu escritório foi assaltado, levaram tudo que eu e meu sócio tínhamos e eu fiquei pulando aqui e ali pra tentar trabalhar.

Comecei a estudar, mas queria me manter advogada. Direito Administrativo eu gostava muito na faculdade, tive um excelente professor, talvez por isso, mas quando comecei a estudar para concurso, a ideia era manter-se advogada, não desejava atuar, especialmente, com Administrativo.

E falando em metas e objetivos, como foi o seu planejamento de estudos para fazer a prova da OAB 1ª e 2ª fases, que livros e técnicas de estudos utilizou?

Como falei acima, a possibilidade de fazer a prova da OAB, “caiu no meu colo” e eu não tinha como me preparar como deve ser. Foquei muito em estudar o Código de Ética porque era regra que, das 100 questões, 10 fossem, necessariamente de ética.

Tenho certeza que os anos de estágio na Justiça Federal me ajudaram com os conhecimentos das demais matérias. Mas quase fico de fora, justamente por não ter tido o planejamento e estudo adequados, porém, como as coisas acontecem quanto e como tem que acontecer, passei no 1º exame da Ordem que prestei.

Já pra segunda fase, como tinha passado a formatura e o TCC, me programei melhor e, durante o veraneio, resolvia provas anteriores e fazia peças penais.

Quanto aos livros, resolvi adotar apenas Nucci, mas sabendo de mais uma ou duas posições doutrinárias, para ajudar em eventuais questões polêmicas na prova prática. Acho que ter escolhido apenas uma doutrina me ajudou a ser objetiva nos estudos e a desenvolver um raciocínio padrão.

Ao olhar para trás, na sua história, o que faria de diferente ou faria tudo outra vez “ipsis litteris”?

Muita coisa a gente só descobre depois que passa. Mas acho que deixei de cursar Administração no momento certo, consegui o estágio no momento certo. Talvez eu pudesse ter me engajado mais na faculdade, ter sido monitora, ter feito iniciação de pesquisa científica. Mas acho que não mudaria nada, sou satisfeita com as escolhas que eu fiz. Poderia, talvez, ter caprichado mais em alguns detalhes.

Você chegou a reprovar em algumas das fases do Exame de Ordem? Como você encarou essa experiência?

Ai vem a emoção: fiz a prova, conferi o gabarito preliminar da objetiva e tinha acertado mais de 50 (na época eram 100 questões, sendo aprovado quem acertasse, no mínimo, 50% da prova). Dias depois, apresentei minha monografia, tirei 10, e quando voltei pra casa, a OAB tinha publicado a lista provisória de aprovados na 1 fase: meu nome não estava lá.

Desespero que nublou o 10 no TCC. Fui ver o gabarito novamente, tinha acertado 49. Passei a noite em claro chorando. Após recursos, muitas questões foram anuladas e, como só precisava de 1 questão a mais, fui pra prova prática. Mesmo muito desapontada comigo mesma, segui estudando para a 2 fase em penal: tirei 8 ou 9 e comecei advogar no mês seguinte, ainda com a carteirinha de papel.

O que você diria, qual dica daria, para a OABeira(o) que está em busca da tão sonhada Carteirinha vermelha de Advogada(o)?

A dica é clichê e verdadeira: não pare de estudar. Nunca. Hoje em dia a prova da OAB está muito diferente de quanto eu prestei, mas não apenas a prova em si (unificada, menos questões), há uma ansiedade coletiva, um excesso pressão em cima dos estudantes de Direito.

Acho que, não obstante a importância da OAB, ela tem que ser encarada como mais uma fase da vida. Eu entro na faculdade, eu me formo, eu faço exame da Ordem.

E deve ser encarada com leveza porque, no final, só depende de você. Não é como concurso que, embora também dependa de você, as pessoas lutam pelas vagas.

Na OAB, é só você, a concorrência é na lida profissional mesmo, quando se encara o mercado. Afinal, existem advogados bons e ruins, e todos têm OAB!

E voltando ao começo, nunca parem de estudar. Façam sempre o seu melhor. Pior do que não passar é ter a sensação que “se tivesse estudado mais um pouco aquele ponto que não ficou claro”, você teria passado!

Tem uma frase que é seu Mantra?

“A pessoa é para o que nasce”, não existe maior verdade nessa vida.

Existe algum livro (não didático) que você considera que mudou sua vida?

O melhor livro é sempre o próximo, mas tenho muito carinho por “Paulo e Estêvão”, do Chico Xavier.

Então, curtiu a entrevista? Esperamos que te ajude na caminhada para a aprovação.

Segue a gente e nos ajude a levar o conhecimento para mais “OABeiras e OABeiros” 👩🏻‍🎓👨🏻‍🎓👩🏻‍🎓

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Juntos acumularemos muito mais experiências e voaremos mais longe.

Com amor, Paloma e Fernanda.

4 comentários em “Como se preparar para a prova da OAB – por @advocaciaestatal

  1. Oh god! Que honra pra nós ter você por aqui Dra. Isabella. Uau. Gratidão pelos Parabéns e pela parceria. Por aqui a Dra. é a nossa inspiração. Sucesso e mais sucesso pra você.

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  2. Oh god! Que honra pra nós ter você por aqui Dra. Isabella. Uau. Gratidão pelos Parabéns e pela parceria. Por aqui a Dra. é a nossa inspiração. Sucesso e mais sucesso pra você.

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